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Jihad e o estabelecimento de um califado global

Em 2014, o Estado Islâmico proclamou um califado a partir de Mossul; na Nigéria, o ISWAP continua a apresentar-se como uma das suas «províncias». Estes movimentos não precisaram de inventar uma doutrina: citam uma. O Corão 9:111 diz que Deus comprou aos crentes as suas vidas em troca do Paraíso: «matam e são mortos». O versículo 9:29 ordena a guerra contra os Povos do Livro até que paguem a jizya, humilhados, e o 8:39 apela ao combate até que a religião pertença inteiramente a Deus. No Sahih al-Bukhari (25) e no Sahih Muslim (22), Maomé diz ter recebido a ordem de combater as pessoas até que professem o islão. Sobre estes textos, os juristas clássicos construíram um mundo dividido entre a casa do islão e a casa da guerra. Os jihadistas de hoje afirmam não fazer mais do que tomá-los à letra.

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Chiu, há um cessar-fogo

Desde junho, Abuja estaria a respeitar uma trégua secreta com o Boko Haram, selada após um alegado pagamento de cinco mil milhões de nairas que o governo nega ter feito. Em Adamawa, homens armados descritos como combatentes do Boko Haram passaram sete horas a matar doze aldeões e raptaram uma menina de dez anos. Os soldados chegaram vinte horas depois. A discrição, pelo menos, ficou garantida.

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